Fantasmas do Céu

A gente vive em torno de uma esfera modificada artificialmente por nós mesmos para termos melhor qualidade de vida, estrutura e garantir sobrevivência e conforto construindo enormes estruturas e complexas ferramentas que vão desde edifícios e rodovias até usinas.

Criar está em nós e faz parte da graça em ser o que somos, e assim a gente corre por este círculo chamado Terra, onde que toda vez que olhamos para o horizonte e parece ser o nosso ponto de fuga para um lugar novo a ser explorado, na verdade estamos apontando simplesmente em direção a um caminho que nos levara a dar uma volta em um círculo e voltarmos onde partimos. Estamos num círculo afinal.

Mas… e se pararmos por um segundo e mudarmos este paradigma? Já pensou em mudar? Já pensou em olhar talvez para o céu noturno? Já se aprofundou na ideia de que essa esfera que chamamos de lar e construímos tudo o que temos não passa de um pequeno ponto, tão pequeno que mal se pode ver de algum lugar lá de fora?

Temos por conhecimento de que no céu noturno, as estrelas visíveis estão muito distantes de nós e já possivelmente não existam mais da forma que as vemos hoje, mas ainda assim nós as vemos! Elas estão tão longes que serem “apagadas” demoraria muito tempo para deixarmos de vê-las.

O que é existência? Estas estrelas existem?

Neste pouco tempo somos tão grandes em fazer parte de um momento onde somos corpos capturando fótons de fantasmas do céu e tão pequenos por estarmos em um lugar tão, tão longe a ponto de saber que quando a nossa luz chegar em algum lugar longínquo, provavelmente não haverá mais planeta Terra.

Eu, Bruno Oliveira, expresso aqui minhas astrofotografias tiradas em diversos cantos do estado de São Paulo, lugar pouco reconhecido e aproveitado. Este projeto busca revelar o potencial das cidades e do país.

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